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Perseguição Sem Fim a José Dirceu


por Lincoln Secco, especial para o Viomundo


Não basta julgar sem provas, é preciso condenar. Não basta o regime semiaberto, ao qual o apenado tem direito certo, é preciso protelar. Agora, um juiz de Brasília encaminhou ao presidente do Supremo, Joaquim Barbosa, o pedido do Ministério Público do DF para investigar um suposto telefonema recebido por José Dirceu no presídio.


A razão nada oculta disso é bem sabida. José Dirceu foi absolvido do crime de formação de quadrilha e isto derruba, por extensão, a tese do domínio do fato. Aquela mesma que dizia que mesmo não sabendo “ele tinha que saber”. Uma revisão criminal da condenação por corrupção ativa deveria ser o próximo ato da encenação iniciada em 2005.


Judas


Por outro lado, Barbosa perdeu a serventia para os que lhe deitam os holofotes e lhe acalentaram o sonho da presidência da República. As candidaturas da direita já foram definidas e ninguém mais precisa da partidarização explícita do STF. Até porque o julgamento de Azeredo um dia poderia chegar lá.


Abandonado pelos amigos, Barbosa sente-se numa via crúcis, vendido por Judas. Diante da perda de prestígio, ofereceram-lhe uma vaga na Câmara ou (quem sabe?) no senado em incerta votação. É pouco para um “Cristo” que nasceu na manjedoura. A reação previsível é insurgir-se contra o que ele vê como abrandamento das condenações da ação penal 470. Ataca os colegas de toga, critica a imprensa, e ninguém mais o leva a sério. Afinal, ele mesmo já foi visto por Lula no papel de Judas.


Sobra a obsessão: perseguir o inimigo número 1 da grande imprensa, José Dirceu. Só a continuidade da perseguição lhe garante os derradeiros dias de fama. É simples assim.


E o PT?


Para a esquerda em geral, resta saber que a teoria do domínio do fato pode se tornar um perigo para a Democracia. Daí porque é importante derrubá-la numa revisão criminal do caso de Dirceu. Que antigos companheiros (embora não todos) prefiram abandonar Dirceu é compreensível. Judas fez o mesmo por bem menos: 30 moedas.


Os que estão no poder acreditam-se protegidos pelas amizades de ocasião e a volta do líder significaria um incômodo rearranjo de forças internas no PT. Mas também não poupam energias em inventar uma nova lei “contra o terrorismo”, cujo melhor efeito será o de um tiro no pé. Judas, como sabemos, agora é Ministro da Justiça dos homens.


O sábado de Aleluia


Mas os que estão embaixo já deveriam ter aprendido. Durante um debate na USP no dia 31 de março (corretamente chamado “Às vésperas do golpe”), entre as muitas arbitrariedades da repressão, os representantes dos Advogados Ativistas denunciaram que, recentemente, em Porto Alegre, ocorreu o indiciamento de seis militantes que participaram de protestos no ano passado. O mais surpreendente é que, na impossibilidade de provar o vínculo dos acusados com atos de depredação, o inquérito buscou sustentação na tese do “domínio do fato”…


Ao fim do citado debate, os jovens organizadores saíram ao pátio, chutaram e queimaram um boneco representando um General da Ditadura.


Lincoln Secco é professor de História Contemporânea na Faculdade de Filosofia, Ciências Humanas e Letras da USP.


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Fonte: Lincoln Secco: Só a perseguição a Dirceu garante a Barbosa últimos dias de fama»


O problema não é a pesquisa, é o poder (II)


A revelação mais assombrosa da pesquisa veio com a reação a um índice corrigido que, em si mesmo, não representa qualquer alteração ao quadro apresentado.


por Katarina Peixoto, em Carta Maior


Na semana que passou, dois temas mobilizaram o país: os 50 anos do golpe civil-militar que instaurou a última ditadura e a pesquisa do IPEA sobre a tolerância com a delinquência sexista contra mulheres e gays.


Menos de uma semana após a divulgação da pesquisa, no dia 04 último, o Instituto de Pesquisas Econômicas Aplicadas veio a público divulgar a correção em dois índices, que teriam sido publicados de maneira invertida: um relativo à tolerância com o abuso doméstico do parceiro sobre a parceira, e outro, à afirmação de intenção delinquente de abusar mulheres que usam decote ou algo parecido.


A pesquisa e sua correção, pelo IPEA, revelaram um quadro macabro de disposição, mais do que tolerância, à delinquência sexista, e a correção de dois índices divulgados originariamente reforçaram, de maneira inaudita, a distância que ainda nos separa da democracia no Brasil, hoje. A revelação mais assombrosa da pesquisa veio com a reação a um índice corrigido que, em si mesmo, não representa qualquer alteração ao conjunto do quadro perceptivo apresentado. Esta reação explica a nitidez de nossas disposições autoritárias que seguem ameaçando a democracia.


Então, 26% estão dispostos a estuprar mulher que usa decote e isto é motivo de piada, quer dizer, a cada 4 brasileiros, 1 é um estuprador confesso e isto é irrelevante! E 65% consideram que mulher que apanha e segue com o parceiro gosta de apanhar e isto também é irrelevante.


Pior: o instituto que repôs os números nesses índices é irrelevante! Por quê? Como é isso de ter tanta gente a se dizer e se reivindicar de esquerda, republicanos, esclarecidos, que conseguem rir disso, denunciar a pesquisa, e não o horror que nos assola, a todos?


Num país que segue matando milhares de mulheres por ano, tratadas como delinquentes se tiverem gravidez indesejada, este desprezo por uma retificação honesta, que revela antes de qualquer outra coisa probidade administrativa e funcional, mereceria ele mesmo uma investigação.


Num dia, a democracia é celebrada contra a ditadura. No outro, ter um quarto de brasileiros como estupradores confessos diante de um decote é motivo de piada.


Num dia, denúncia contra a corrupção, no outro, deboche de uma instituição pública que retifica um dado, dando provas de probidade administrativa inconteste.


Pior do que ver um ou outro adolescente com ódio machista e hormônios mal educados a bradar vídeos com apologia ao crime, é ver gente que se pensa de esquerda menosprezando, pelo silêncio retumbante, a revelação de que, para a maioria dos brasileiros, casais gays não podem adotar crianças, e mulheres que apanham e seguem com o parceiro gostam de apanhar.


Também é digna de nota a melancólica observação da falta de limites éticos dos que desprezam esse quadro de tolerância com delitos dessa magnitude civilizatória, em nome de pestilentas disputas por poder. Ditaduras sempre são gratas à mesquinhez.


Quantos institutos, inclusive universitários, já vieram a público retificar suas avaliações antirrepublicanas e decisões avessas a qualquer legalidade? Com que frequência estamos acostumados a lidar com a realidade brutal e dificilmente apreendida, pela via institucional, da violência contra meninas e adolescentes, dentro de suas famílias?


Eu escrevi um texto sobre a pesquisa do IPEA (O problema não é o decote, é o poder) em que afirmo o vínculo político determinante na relação entre os dois dos índices que tiveram seus números divulgados de modo inverso. Nada tenho a mudar no que escrevi: a pesquisa sobre a tolerância com a violência contra nós é uma pesquisa que denota, com rara consistência, a barbárie machista expressa no delírio místico e perverso da naturalização do poder do macho sobre a fêmea.


O conjunto dos dados da pesquisa, que em nada sai abalado pela retificação de dois números, segue autorizando a seguinte afirmação: o problema não é o decote, é o poder. Para 64% dos brasileiros, mulher não pode mandar. É por isso que 26% podem estuprar. Os 26% não contradizem coisa alguma, e poderiam, caso o Instituto de Pesquisa fosse desonesto, ser ocultados. Eles revelam, pode-se inferir do conjunto da obra, uma hipocrisia. Então, quem manda é o macho, mulher que apanha e segue casada gosta, gays não podem adotar, briga entre casais se resolve dentro de casa (e a mulher que não toma providências externas – suprema crueldade – gosta de apanhar).


Pesquisas de percepção são fotografias borradas. Borradas como a memória, como imagens de corpos rasgados e costurados, com laudos fabricados e corpos desaparecidos, como a lembrança daquela tentativa de estupro que não se pôde denunciar, como aquele espancamento que foi denegado, como aquela agressão de histeria e de obscurantismo, que ninguém respeitou. Em cada dado capturado, há um mundo perdido e um mundo encontrado. E entre ambos há a memória, a história e, eventualmente, um diagnóstico.


A pesquisa do IPEA, na semana em que se lembrou do quanto a democracia pode ser frágil e ameaçada, é ela mesma uma denúncia, do quão frágeis e capengas, desonestos e mesquinhos, violentos e tolerantes com a violência, podemos ser.


De todas as revelações, choros e velas da semana que passou, esta foi e é a mais hedionda. Esta pesquisa mostrou por que Paulo Malhães sai andando na rua, por que há milhares de mulheres lutando pela vida agora, em UTIs de hospitais públicos, com infecções causadas por curetagens imundas, por que instituições que admitem erros são atacadas, em vez de respeitadas. Borrada é a nossa memória da tortura, da barbárie, do estupro como arma de silenciamento e humilhação. Borrada é a percepção que organiza todas as formas cotidianas de assédio, de violação sobre a imagem mesma daquilo que vestimos, falamos, expressamos.


Esse caráter turvo contrasta com a nitidez, desgraçada e despudoramente explícita, da nossa tolerância e aceitação com a vigência desses delitos. O problema não é a pesquisa, é a nossa resistência cotidiana à democracia. Isso o que foi revelado e isso é o dramático e triste, em todo esse episódio.


Leia também:


Ipea admite erro: 26%, e não 65%, apoiam ataques a mulheres


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Fonte: Katarina Peixoto: Problema não é a pesquisa, é o poder do macho sobre a fêmea»


A OTAN E AS MATRIOSKAS


por Mauro Santayna, em seu blog


(Hoje em Dia) – Toda nação tem seus símbolos. Um dos mais tradicionais símbolos russos, à altura de Dostoiévski, e de Pushkin, são as Matrioskas, as bonecas de madeira, delicadamente pintadas e torneadas, que, como as camadas de uma cebola, guardam, uma dentro da outra, a lembrança do infinito, e a certeza de que algo existe, sempre, dentro de todas as coisas, como em um infinito jogo de espelhos e surpresas.


Ao se meter no complicado xadrez geopolítico da Eurásia, que já dura mais de 2.000 anos, o “ocidente” esqueceu-se dos russos e de suas Matrioskas.


Para enfrentar o desafio colocado pela interferência ocidental na Ucrânia, Putin conta com suas camadas, ou suas Matrioskas.


A primeira camada, a maior e a mais óbvia, é o poder nuclear.


A Rússia, com todos os seus problemas, é a segunda potência militar do planeta, e pode destruir, se quiser, as principais capitais do mundo, em uma questão de minutos.


A segunda é o poder convencional. A Rússia dispõe, hoje, de um exército quatro vezes maior que o ucraniano, recentemente atualizado, contra as armas herdadas, pela Ucrânia, da antiga URSS, boa parte delas, devido à condição econômica do país, sem condições de operação.


A terceira, é o apoio chinês, a China sabe que o que ocorrer com a Rússia, hoje, poderá ocorrer com a própria China, no futuro, assim como da importância da Rússia, como última barreira entre o Ocidente e Pequim.


A quarta Matrioska é o poder energético. Moscou forneceu, no último ano, 30% das necessidades de energia européias, e pode paralisar, se quiser, no próximo inverno, não apenas a Ucrânia, como o resto do continente, se quiser.


A quinta, é a financeira. Com 177 bilhões de superávit na balança comercial em 2013, os russos são um dos maiores credores, junto com os BRICS, dos EUA. Em caso extremo, poderiam colocar no mercado, de uma hora para outra, parte dos bilhões de dólares que detêm em bônus do tesouro norte-americano, gerando nova crise que tornaria extremamente complicada a frágil a situação do “ocidente”, que ainda sofre as consequências dos problemas que começaram – justamente nos EUA – em 2008.


Finalmente, existe a questão étnica e histórica. Para consolidar sua presença nas antigas repúblicas soviéticas, Moscou criou enclaves russos nos países que, como a Ucrânia, se juntaram aos nazistas, para atacar a URSS na Segunda Guerra.


Naquele momento, o nacionalismo ucraniano, fortemente influenciado pelo fascismo, não só recebeu de braços abertos, as tropas alemãs, quando da chegada dos nazistas, mas também participou, ao lado deles, de alguns dos mais terríveis episódios do conflito.


Derrotados pelo Exército Soviético, na derradeira Batalha de Berlim, em 1945, os alemães sabem, por experiência própria, como pode ser pesada a pata do urso russo, quando provocado.


E como podem ser implacáveis – e inesperadas – as surpresas que se ocultam no interior das Matrioskas.


Leia também:


Mauro Santayana: Capitalismo ameaçado passeia com o fascismo


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Fonte: Santayana: O “ocidente” esqueceu-se dos russos e de suas matrioskas»


Sem misericórdia para com as Santas Casas brasileiras


Vivem passando o pires, sob a alegação de que vão fechar


Fátima Oliveira, em O TEMPO

fatimaoliveira@ig.com @oliveirafatima_


Defendi, no Twitter, o #PelaEstatizaçãodasSantasCasas, por conta dos prováveis roubos na Santa Casa do Rio de Janeiro.


Para o desembargador Gama Malcher, “Foi um rombo monstruoso”: o provedor Dahas Zarur vendeu 248 imóveis da instituição, inclusive túmulos nos cemitérios que controla, e ficou com a grana (O Globo, 5.3.2014).


Dahas Zarur foi para a Santa Casa do Rio de Janeiro em 1953; lá virou advogado e administrador de empresa; em 1967, chegou a diretor geral; e, em 2004, a provedor. Disse o desembargador: “É inacreditável… Nos contam histórias de arrepiar. O dinheiro saía da Santa Casa em sacolas de supermercado”. Os fatos colocam sob suspeição a administração das Misericórdias do Brasil, que merecem uma devassa, pela importância que elas têm para o SUS.


Há indícios de falcatruas em demasia, desde que algumas são propriedades familiares às eternas declarações de contas no vermelho: “passam o pires”, desde o Brasil Colônia, no governo – uma contradição, pois não há provedor de Santa Casa pobre, em geral são muito ricos e elas, um sumidouro de dinheiro público!


Foram criadas, em 1498, pela rainha d. Leonor de Lencastre, viúva de d. João II, inspiradas nas Santas Casas da Misericórdia de Florença, fundadas em 1244 por são Pedro Mártir. Sob o compromisso das 14 obras da misericórdia, eram instituições privadas laicas, porém cristãs, e caritativas, para assistir a pobres doentes e presos, expandidas depois para cuidar de crianças órfãs e abandonadas.


Nos primórdios, administradas pelos irmãos da misericórdia (Irmandade ou Confraria da Misericórdia), porém com manutenção da caridade pública e dos governos. O governo português delegou às Santas Casas o direito e controle único dos jogos de azar, chegando ao século XX donatárias de vultuosos recursos das loterias. Em solo português, são cerca de 400, excluindo a de Lisboa, estatizada em 1843, talvez por falcatruas! A ideia aportou no Brasil em 1543, quando Braz Cubas fundou a Santa Casa de Misericórdia de Santos!


O site da Confederação das Santas Casas de Misericórdia, Hospitais e Entidades Filantrópicas (CMB) afirma que hoje elas “somam mais de 2.500 e são responsáveis por cerca de 50% dos leitos hospitalares do país”. A CMB existe desde 10.11.1963 e a Confederação Internacional das Misericórdias, desde 1978, pois estão na Índia, China, nas Filipinas, no Japão e são mais de 400 na Europa.


Ventila-se que as Santas Casas respondem por 50% da assistência à saúde pelo SUS. Sem elas, o SUS ficaria em maus lençóis! Não entendo: recebem pelos serviços prestados ao SUS, têm as isenções tributárias da filantropia e contas perdoadas pelo governo. A maioria vive na Justiça do Trabalho, herança do modus operandi na escravidão: eram senhoras de escravos e recebiam muitos de doações. É a cultura de não pagar pelo trabalho necessário. Jamais pediram perdão!


Escrevi em “Paralelos entre o SUS e a tragédia de William Shakespeare”: “Ninguém nega que, por aqui, abaixo de Deus, só as Santas Casas. Mas vivem passando o pires no governo, sob alegação de que vão fechar as portas. Isso tem nome, que nem preciso dizer… Tem razão o meu leitor: tais instituições não são mais de caridade; recebem por procedimentos feitos – aquilo que você já ficou rouca de dizer: o grande mérito do SUS foi acabar com o indigente da saúde. E é verdade: não há mais indigentes, há perambulantes…” (O TEMPO, 23.8.2011). Sem dúvida, há algo de podre no reino das Santas Casas a exigir providências, inclusive divina.


Leia também:


As mulheres que usam grafite para denunciar violência contra mulheres


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Fonte: Fátima Oliveira: Sem misericórdia para com as Santas Casas brasileiras»


A tradicional benevolência de Paulo Bernardo com as multinacionais de telecomunicações


A ECT, a Itália e a Telebras


por Mauro Santayana, em seu blog


(Hoje em Dia) – A Empresa Brasileira de Correios e Telégrafos, anunciou, há alguns dias, a assinatura de joint venture com a Poste Italiane, os correios estatais da Itália, para explorar – entre outros serviços correlatos – o mercado brasileiro de telefonia celular virtual.


Conhecendo-se a tradicional benevolência do Ministro Paulo Bernardo com as multinacionais de telecomunicações, em casos como a proteção do mercado de tv a cabo; flexibilização de regras e obrigações; e vultosos empréstimos públicos a juros subsidiados para o financiamento de sua expansão no país, enquanto elas remetem bilhões de dólares em lucro para o exterior, cabe perguntar:


Com que critérios foi feita a escolha da Poste Italiane ?


Por que estrangeiros foram escolhidos para ficar com 51% das ações, e foi dado à Poste Italiane, e não à ECT o controle do negócio, se a empresa vai operar no Brasil ?


Já que a Poste Italiane pertence ao governo italiano e 100% de suas ações são estatais – se fosse privada seria muito pior – por que fechar essa parceria necessariamente com ela, e não com uma estatal de outro país, como a Deutsche Post, da Alemanha – a maior do mundo, dona da DHL – ou a China Post, por exemplo ?


Para a ECT entrar nesse mercado, ela estava necessariamente obrigada a se associar a uma empresa estrangeira ?


Ou não poderia simplesmente – caso fosse imprescindível – ter contratado serviços alheios para a montagem de seu sistema, sem necessariamente abrir mais um pedaço de nosso mercado a uma empresa de fora que vai acabar enviando seus lucros para o exterior ?


Os correios, com um faturamento de mais de 10 bilhões de reais por ano, não teriam os recursos – cerca de 150 milhões de reais iniciais – para entrar sozinhos no negócio, sem precisar se associar aos italianos ?


E, por último, se estamos – finalmente – perdendo o prurido de trabalhar com empresas estatais de outros países, controladas por governos estrangeiros, por que não fazer o mesmo com uma estatal brasileira, que é do ramo, como a Telebras ?


Fazendo a joint venture com os italianos, o governo não estaria jogando pela janela – queimando mesmo e esperamos que de forma não proposital – uma oportunidade única para relançar comercialmente a Telebras ?


Colocando-a para competir, mesmo que marginalmente, com as multinacionais que estão controlando o mercado nacional de telecomunicações, e que nos brindam com péssimos serviços – das mais baixas velocidades de conexão de internet do planeta – combinados a algumas das mais altas tarifas do mundo ?


Alguém duvida do imediato sucesso de qualquer produto associando duas marcas históricas, emblemáticas, do ponto de vista da credibilidade e confiabilidade, como a ECT e a Telebras, em qualquer ponto do território nacional ?


Por que não aumentar o capital, incluindo a Telebras ?


Leia também:


“Vivo cobra serviço que não contratei, um assalto à mão armada”


Santayana: Falar em Telebras no Brasil virou palavrão


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Fonte: Santayana: Por que os Correios se uniram com os italianos e não com a Telebras?»


por Redação, em CartaCapital


O presidente da Câmara, Henrique Eduardo Alves, recebeu nesta terça-feira 19 a carta de renúncia do deputado Eduardo Azeredo (PSDB-MG). O documento foi entregue pelo filho do parlamentar, Renato Azeredo, e pelo advogado José Gerardo Grossi. A renúncia do tucano já havia sido confirmada mais cedo pela sua assessoria de imprensa. Alves afirmou haver sido comunicado previamente da decisão.


“Ele [Azeredo] ligou pouco tempo atrás antecipando a decisão e [disse que] vai dedicar a vida a defender a honra dele e a família”, disse Alves.


A renúncia acontece menos de duas semanas após o ex-governador mineiro ser denunciado pela Procuradoria Geral da República por participação no “mensalão tucano”. Nas alegações finais encaminhadas ao Supremo Tribunal Federal, o procurador-geral da República, Rodrigo Janot, é enfático ao dizer que Azeredo “participou ativamente” das decisões de sua campanha derrotada à reeleição em 1998. Segundo Janot, há provas suficientes para “afirmar com segurança” que o deputado participou da operação que “culminou no desvio de 3,5 milhões de reais, aproximadamente 9,3 milhões de reais em valores atuais”. O procurador, que pediu 22 anos de prisão ao tucano, destacou também uma “complexa engenharia financeira” para o desvio de recursos públicos, o que sugere um “prévio ajuste entre os envolvidos”.(Leia a íntegra do documento AQUI).


Eduardo Azeredo alega que não teve responsabilidade na condução financeira da sua campanha eleitoral, gerenciada por terceiros. Segundo ele, os recursos desviados para as empresas de Marcos Valério, suspeitas de irrigarem o esquema, eram conduzidos por diretorias de estatais autônomas, com poder para realizar negócios e gerir o patrimônio.

Com a renúncia, Azeredo perde a prerrogativa do foro e não pode ser julgado pelo Supremo. “A jurisprudência que conheço entende que com a saída do mandato cessa o foro privilegiado. A questão não é pacífica em especial, a meu ver, se a renúncia é feita próxima ao julgamento para impedir sua realização. Teremos de aguardar decisão do STF a respeito”, diz o jurista Pedro Estevam Serrano, colunista de CartaCapital.


A carta de Azeredo foi lida em Plenário pelo deputado Inocêncio Oliveira (PR-PE), que presidia a sessão. Em trecho da carta o deputado se diz inocente e nega ter participado de qualquer prática de lavagem de dinheiro ou outra conduta ilegal. Azeredo afirma ainda que preferiu renunciar a se submeter a processo de cassação.


“Não vou me sujeitar a execração pública nesta Casa, que está sujeita a pressões políticas. Minhas forças já se exaurem com sérios riscos a minha saúde. Não aceito que meu nome continue sendo enxovalhado”, diz a carta. No texto, Azeredo escreve que deixa o parlamento para se dedicar à defesa da dua honra e liberdade. “Fui transformado em mero alvo político destinado a sofrer ataques para assumir delitos cometidos pelos outros”, diz.


O deputado João Bittar (DEM-MG) será efetivado na vaga de Azeredo. Hoje, Bittar é suplente. Ele ocupa a vaga deixada por Carlos Melles, que atualmente é secretário de Estado de Transportes e Obras Públicas de Minas Gerais. No lugar de João Bittar deve assumir Edmar Moreira (PR-MG).


Atuação na Câmara


Engenheiro mecânico e analista de sistemas, Eduardo Azeredo (65 anos) sempre foi filiado ao PSDB, partido do qual foi fundador e presidente da comissão executiva. Ele estava em seu primeiro mandato como deputado federal. Antes disso, foi vice-prefeito e prefeito de Belo Horizonte (MG), governador de Minas Gerais e senador.

Na Câmara, Azeredo foi presidente da Comissão de Ciência e Tecnologia, Comunicação e Informática e vice-presidente da Comissão de Relações Exteriores e de Defesa Nacional.

Em seu mandato no Senado, presidiu a Comissão Mista de Controle das Atividades de Inteligência do Congresso Nacional.


A íntegra da carta de renúncia de Eduardo Azeredo:


“Quem assume a atividade política se sujeita a, repentinamente, encarar situações dramáticas e até impensáveis, ditadas pelas mudanças de conjuntura e por ataques, pressões e interesses de adversários. As versões dadas aos fatos, sem cerimônia, estraçalham a vida pessoal como num atropelamento inesperado na travessia de uma rua. Não importa o que a pessoa é e o que já fez em favor da sociedade e dos ideais que escolheu servir.


É assim que me sinto hoje! Uma tragédia desabou sobre mim e a minha família, arrasando o meu nome e a minha reputação, construídos com zelo permanente a partir do legado exemplar que recebi dos meus saudosos pais, Renato e Ruth Azeredo — eles próprios, pessoas que também sempre se dedicaram à vida pública e ao bem de Minas Gerais e de nosso país.


As acusações de que fui alvo pela Procuradoria Geral da República, com base em testemunhos e documentos falsos, não me pouparam. De cidadão, que deveria ter assegurado o sagrado direito de defesa, fui transformado em mero alvo político destinado a sofrer ataques para compensar delitos cometidos por outros.


A infeliz coincidência de uma agência de publicidade contratada antes mesmo de meu governo, ter se envolvido em rumoroso episódio de negociações suspeitas para fins políticos a nível federal, fez de mim um cúmplice que não fui e nunca seria em ações de que nunca participei nem participaria. As alegações injustas, agressivas, radicais e desumanas da PGR formaram a tormenta que me condena a priori e configuram mais uma antiga e hedionda denúncia da Inquisição do que uma peça acusatória do Ministério Público.


Mas, contra elas, volto a assegurar e repetir que não sou culpado de nenhum ato de peculato. Não fiz empréstimo fictício para a minha campanha de reeleição ao governo de Minas em 1998. Não fiz nem faria, por uma questão de princípio, nenhuma lavagem de dinheiro.


O governador de Minas Gerais, com 20 milhões de habitantes e mais de 500 mil funcionários entre ativos e inativos, não governa sem descentralizar, sem delegar! Injusto em que as responsabilidades de um governador são semelhantes e proporcionais às de um presidente da República!


Mas de que adianta mais eu alegar que não sou culpado? O que posso é reafirmar que estou pronto a responder em qualquer foro às acusações que me fazem. Não vou, porém, me sujeitar à execração pública por ser um membro da Câmara dos Deputados e estar sujeito a pressões políticas. Esta sanha não quer que eu prevaleça a ponderação da Justiça, mas, sim, ver, pendurado e balançando no cadafalso, o corpo de alguém exemplado para satisfazer os mais baixos apetites em ano de eleição.


Minhas forças já se exaurem, com sério risco para minha saúde e para a integridade de minha família. Não aceito que meu nome continue sendo enxovalhado, que meus eleitores sejam vítimas, como eu, de mais decepções, e que sejam atingidos o meu amado Estado de Minas Gerais e o meu partido, o PSDB.


Assim, comunico a esta Casa do Congresso Nacional e à opinião pública que, neste ano, renuncio ao mandato de deputado federal que me foi conferido por milhares de eleitores mineiros. Deixo o Parlamento para dedicar todos os meus dias à defesa de minha honra e de minha liberdade.


Sem o mandato público, aguardarei o meu julgamento, certo de que, na serenidade que deve presidir os veredictos, fique definitivamente comprovado que não tenho culpa pelas acusações que sofri.


Peço, Senhor Presidente, que esta comunicação seja lida em plenário, inscrita nos Anais desta Câmara e publicado.


Brasília, DF, 19 de fevereiro de 2014.


Eduardo Brandão de Azeredo”


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A ‘síndrome de Estocolmo’ na política e o clã dos Sarney

Uma prisão emocional, como no conto “A Bela e a Fera”


Fátima Oliveira, em OTEMPO

fatimaoliveira@ig.com @oliveirafatima_


Por que o clã Sarney ganha eleições? Sabe-se que quem vota no opressor não o vê como tal; ou vê e o prefere! É a “síndrome de Estocolmo” na política – em si, a síndrome é um transtorno psicológico em vítimas de diferentes processos de dominação, decorrente da falta de visão correta da realidade, cujo mecanismo de proteção é a defesa do opressor.


Na prática, uma prisão emocional, como no conto “A Bela e a Fera”, de Gabrielle-Suzanne, dama de Villeneuve (1740), que na política é perpetuada com o apoio de um marketing político embotador de consciências. Vide a campanha publicitária em curso com poder extraordinário de vincar no imaginário as bodas de ouro do “amor” dos Sarney pelo Maranhão!


Diante do que urge ampliar a percepção popular de quão nefasto tem sido para o Maranhão e seu povo o domínio político do clã Sarney desde janeiro de 1966, quando o patriarca da família, José Sarney, sob a moldura eleitoral das Oposições Coligadas, assumiu o governo com um discurso contra a oligarquia de Vitorino Freire (1908-1977) – pernambucano que mandou no Maranhão entre 1946 e 1965, sem nunca ter sido candidato a governador! Quando Sarney se elegeu, os dois outros candidatos foram Renato Archer e Costa Rodrigues. Os três, crias do vitorinismo.


Por paradoxal que possa parecer, a penitenciária de Pedrinhas é o que Sarney e seus prepostos, ao longo dos anos, fizeram dela, pois, embora inaugurada pelo governador Newton Belo, em 12.12.1965, é a obra dos Sarney no poder que exibe as vísceras dos desmandos do clã, além dos indicadores que revelam a extrema vulnerabilidade social do nosso povo, vítima de desamor contínuo por 50 anos!


Paulo César D’Elboux, em “A Trajetória Comunicacional de José Sarney”, afirma que “para se manter por tanto tempo assim no poder, o político deve ter um bom trabalho de marketing político”.


Sarney é tido como o pioneiro do marketing político no Maranhão. Ele disse: “Talvez eu possa dizer que, no Maranhão, pela primeira vez, nós introduzimos uma campanha planificada… Para isso utilizamos também, pela primeira vez no Estado, a comunicação musical, com jingle”.


Trata-se do “Meu voto é minha lei” (letra de Miguel Gustavo, na voz de Zezé Gonzaga). Em suma, de comunicação Sarney entende muito e é dono do maior grupo privado de comunicação do Maranhão, o Sistema Mirante de Comunicação (TVs, rádios e o jornal “O Estado do Maranhão”).


Indagado por D’Elboux sobre marketing político, Sarney declarou:


“É imprescindível. Primeiro, a ação política, 50% ou mais dela é feita pela palavra. A maneira de se massificar as ideias que as palavras têm é através dos instrumentos que se tem. A imprensa é o mais antigo de todos, depois os meios que a gente dispõe hoje. Ninguém pode fazer política, a não ser no anonimato, se não tiver condições dela ser do conhecimento, ser massificada. É uma obrigação do político, é quase que uma extensão da personalidade. Ninguém pode ter sucesso político se não for capaz de expor suas ideias para que os outros possam comungar delas… Todas as campanhas, esses marqueteiros sabem que sou muito palpiteiro e muito rigoroso em matéria de criticar. Tenho coragem de dizer a eles o que está certo e o que está errado”.


O desafio de derrotar Sarney é monumental. Exige travar a luta de ideias num campo em que ele não é apenas experiente e detém os principais meios de comunicação do Estado, mas também considera decisivo, tanto que ruma para o “tudo ou nada” nas próximas eleições.


Leia também:


Fátima Oliveira: A capitania hereditária do Maranhão já deu




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Fonte: Fátima Oliveira: A ‘síndrome de Estocolmo’ e o clã dos Sarney»


OS DÓLARES VELOZES E OS BITS-TARTARUGA


por Mauro Santayana, em seu blog


(JB) – A ANATEL acaba de colocar no ar um “portal” especialmente voltado para os consumidores. Na verdade, uma página com alguns links e uma pesquisa.


Como o consumidor terá, ao que parece, acesso à legislação, quem sabe ele venha a perceber que sem uma mudança na Lei Geral de Telecomunicações, promulgada quando da privatização do setor, nos anos 1990, não haverá melhora nem nos serviços que recebe, nem nos preços que está pagando por eles.


A Fundação Procon, de São Paulo, divulgou ontem, que o setor de telecomunicações ultrapassou o sistema financeiro no ranking de reclamações, no ano passado, com mais de 75.000 demandas, apenas na maior cidade do país.


A campeã geral de insatisfação dos consumidores foi a Telefônica/Vivo, espanhola, para quem o governo emprestou bilhões de reais, via BNDES, nos últimos anos, para “expansão de infra-estrutura”.


E, mais grave – na última semana, a empresa norte-americana de telecomunicações Akamai, informou, também, que o Brasil caiu pela terceira vez consecutiva no ranking mundial de velocidade média de conexões de internet.


Ficamos com o posto 84 entre 140 países, apesar de, segundo a União Geral de Telecomunicações, estarmos pagando das tarifas mais altas do mundo.


Com uma velocidade de 2,7 megabits por segundo, estamos atrás de nações como a Turquia, o Cazaquistão, o Iraque, e, na América do Sul, Argentina, Chile, Colômbia e Equador.


Nos expressamos em megabits e não megabytes, porque as operadoras falam em dez megas em sua propaganda, mas não dizem que se trata de megabits, e não megabytes, o que confunde o consumidor.


Um bit é a menor medida de informação, zero ou um. Um byte equivale a oito bits, logo, seria muito mais.


A título de curiosidade, os mercados mais rápidos do mundo em velocidade de conexão de internet são Coréia do Sul, Japão, Hong Kong e Holanda.


Não deve ser por acaso que na Coréia do Sul as maiores empresas de telefonia celular e internet, South Korea, Korea Telecom e LG (que aqui conhecemos pela marca de eletrônicos), são todas coreanas.


O mesmo acontece no Japão, com a NHK, originada de companhias telegráficas fundadas pelo governo japonês ainda no seculo XIX, e em Hong Kong, com a PCCW.


Nenhuma surpresa.


Os países mais avançados do mundo sabem que as telecomunicações – como ficou provado com a espionagem dos EUA e do Canadá contra o Brasil – são um fator estratégico para a segurança e o desenvolvimento nacional. E que seu controle não pode ser entregue exclusivamente à iniciativa privada, e, em hipótese alguma, ao capital estrangeiro.


Por aqui, fez-se exatamente o contrário.


Nos anos 90, entregou-se o filé das telecomunicações – telefonia celular e banda larga – a empresas estrangeiras de nações especializadas – do ponto de vista de telecomunicações – em tacos, spaghetti, e azeitonas, e essas empresas enviam, hoje, bilhões de dólares, todos os anos, em remessa de lucro, para fora do país.


Falar em Telebrás virou palavrão e pensar em usar uma estatal de telecomunicações para concorrer com empresas estrangeiras para melhorar a vida do consumidor é tabu.


A Angola Telecom queria fazer uma parceria com a Telebras para instalar e operar um cabo submarino entre a Àfrica e a América do Sul e teve que procurar outro parceiro.


O eufemismo usado para inviabilizar o acordo foram “entraves burocráticos”, um eufemismo para a permanente sabotagem sofrida por aquela que foi, durante anos, a maior empresa de telecomunicações do Brasil.


Enquanto isso, nossa internet continua rápida como uma tartaruga, e o dinheiro do cidadão brasileiro voa, para o exterior, na velocidade da luz.


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DELAÇÃO PREMIADA: M. A. CARONE SOB PRESSÃO PARA ASSINAR FALSA ACUSAÇÃO

Assessoria de comunicação do Bloco Minas Sem Censura


O diretor proprietário do NOVO JORNAL, Marco Aurélio Carone, internado na Unidade de Pronto Atendimento (UPA) Oeste, Belo Horizonte, solicitou que chegasse aos deputados estaduais Sávio Souza Cruz (PMDB) e Rogério Correia (PT) a seguinte denúncia:


1. Que teria sido oferecida a ele, Marco Aurélio Carone, pelo promotor André Pinho, uma proposta de ”delação premiada”, cujos termos já lhe chegaram prontos, incriminando os deputados Sávio Souza Cruz e Rogério Correia, como responsáveis por matérias supostamente caluniosas veiculadas no NOVO JORNAL; matérias estas que desagradam politicamente à cúpula do PSDB e do governo mineiro.


2. O proprietário do NOVO JORNAL acrescenta ainda que o citado promotor teria lhe dito que “sua situação (a de Carone) seria resolvida caso ele concordasse em assinar o texto acusatório” aos deputados mencionados. Carone informou que recusara prontamente a oferta, por ser ela falsa.


3. Essa denúncia foi feita na presença dos profissionais de saúde que lhe prestavam assistência, de familiares, advogados, guardas penitenciários e outros transeuntes que observavam o local, já que sua permanência na UPA Oeste ganhara notoriedade e atraíra a atenção de outras pessoas.


4. Os citados deputados já adotaram medidas em relação a essa possível tentativa de se forjar uma acusação, completamente descabida, contra ambos. Deve se levar em consideração que já existe precedente para tal fato, quando Nilton Monteiro, de sua própria lavra, acusou o delegado Marcio Nabak de tentar negociar com ele o “instituto da delação premiada” em troca da acusação ao deputado Rogério Correia. Na ocasião, insistia o referido delegado na versão de que a Lista de Furnas teria sido elaborada por Monteiro, a pedido de Correia. A tese absurda desse delegado e de outros desafetos de Rogério Correia não prosperou, seja pela recusa de Monteiro a aceitar a proposta, seja pela comprovada autenticidade da afamada “lista”, seja por sua pronta reação frente ao Ministério Público, imprensa, e junto ao seu partido, nacionalmente, que inibiram mais essa tentativa de se forjar provas com claro objetivo de desqualificar a “Lista de Furnas”.


5. Reiteramos nossa preocupação com a integridade física de M. A. Carone. Suas condições de saúde são precárias e, sob pressão de propostas inescrupulosas, seu quadro pode se agravar.


Finalmente, fica cada vez mais claro que a atabalhoada armação para prender Carone e censurar seu “site” tem tudo a ver com o peso que terá o julgamento do chamado “mensalão tucano” e o andamento judicial da “Lista de Furnas”, no contexto das eleições de 2014.


Belo Horizonte, 24 de janeiro de 2014


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Jornalista denunciava frequentemente Aécio Neves e outros tucanos mineiros


por Conceição Lemes


Os advogados do jornalista Marco Aurélio Carone, diretor proprietário do Novo Jornal, estão sendo impedidos de ter acesso ao processo de prisão do seu cliente.


Hernandes Purificação de Alecrim e Bruno Moreira Silva estão há mais de três horas na Segunda Vara Criminal do Tribunal de Justiça de Minas, tentando ter acesso ao processo.


“O escrivão da Vara Criminal alega que faltam alguns trâmites internos para que o processo possa ser disponibilizado”, acaba de nos dizer o advogado Bruno Moreira Silva.


Muito estranha essa explicação do escrivão do TJ/MG.


Afinal, tempo é que não faltou. Na sexta-feira, 17, a Justiça mineira decretou a prisão preventiva de Carone. Na própria sexta, foi expedido à autoridade policial o pedido de prisão preventiva. Na segunda-feira, 10, às 6 da manhã, ela foi cumprida.


Amanhã, às 10h, os advogados do jornalista Marco Aurélio Carone se reúnem com os deputados do Bloco Minas Sem Censura, na Assembléia Legislativa de Minas.


O objetivo é tentar marcar uma data para a audiência pública que irá debater a prisão do jornalista e listar possíveis convidados para a audiência.


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por Gerson Carneiro,especial para o Viomundo


Companheiros, estou orgulhoso de nós.


Podemos escolher escrever a História ou sermos passivos. Melhor ainda participar ativamente da História defendendo nobres causas. Há ainda os que escolhem apenas atirar pedras. Até aí, nenhuma novidade. A história nos revela que nunca e nada foi fácil aos que batalham por liberdade, justiça, dignidade e honra. Também nos revela que nunca desistimos. E nunca desistiremos.


Prisões, perseguições, cassações de direitos e liberdades democráticas não são novidades a quem luta por liberdade e honra. Qual dos grandes não foi perseguido e preso lutando por liberdade e honra?


Hipócritas costumam enaltecer histórias passadas e atacam com desprezo a história que hoje se escreve.


Sim, são os mesmos que esquartejaram o ativista político Joaquim José da Silva Xavier.


Na manhã de sábado, 21 de abril de 1792, o obrigaram a percorrer em procissão as ruas do centro da cidade do Rio de Janeiro, no trajeto entre a cadeia pública até aonde fora armado o patíbulo. Trataram de transformar aquela aberração em uma demonstração de força, fazendo verdadeira encenação. A leitura da sentença estendeu-se por dezoito horas, após a qual houve discursos de aclamação ao rei, e cortejo munido de verdadeira fanfarra.


Todo esse espetáculo acabou por despertar a ira da população que presenciou o evento, quando a intenção era, ao contrário, intimidá-la para que não houvesse outras revoltas.


A nossa luta se repete e nos engrandece nos dando a certeza de estarmos do lado certo da história.


Expresso aqui meus sinceros agradecimentos, satisfação e orgulho, aos companheiros que me surpreenderam dizendo-se inspirados na postagem do meu comprovante de depósito e então decidiram participar. Não foi minha intenção, mas foi uma agradável surpresa.


Agradeço até ao outro Joaquim. O Barbosa. Por ter me proporcionado o prazer de ter participado dessa campanha pró José Genoino para saldar a exorbitante multa a ele injustamente imposta.


Este recibo será devidamente emplacado e mantido em minha casa como um troféu. Sem deixar de constar o lema que criei para cada causa que decido batalhar:


Que eu seja o mais reles dos soldados mas, quero ter meu nome gravado na lista dos que lutaram.


Somos fortes.


AVANTE !!!


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Fonte: Gerson Carneiro: Somos mensaleiros, sim, senhor!»