H oje foi outro 16 de abril, não tão terrível para mim quanto aquele de 1970 , pois nenhum conseguirá sê-lo, mas que fez questão de provar-me que existem, sim, dias aziagos, e fez questão de lembrar-me como são tênues os fios que nos ligam, e a nossos entes queridos, à vida!
Peguei minha filhinha (prestes a completar sete anos) na escola e trafegava por uma óbvia preferencial quando um Peugeot saiu em altíssima velocidade de uma travessa, fez uma curva temerária à esquerda, abalroou um Vectra que ia na mesma direção, foi arremessado para a pista contrária pela qual eu vinha chegando, afundou a porta do motorista e toda a lateral do meu Celta, e acabou indo chocar-se com veículos estacionados.
Se eu chegasse naquele trecho cinco segundos antes, é possível que me apanhasse pelo lado do passageiro (antes de cruzar a pista), acertando em cheio a cadeirinha da princesa.
Se estivesse mais desgovernado ainda, talvez não só afundasse a porta, mas também me afundasse.
Enfim, posso considerar-me até afortunado por não ter havido ferimento nenhum, apenas o enorme susto que minha menina levou e a deixou tão atônita, o primeiro da vida dela.
Nos próximos anos, talvez eu passe o 16 de abril inteiro na cama...
Fonte: DIA AZIAGO»
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