Para Planalto, Eduardo Cunha se tornou mais perigoso
Planalto reforça ação para derrotar peemedebista em eleição na Câmara
Postado por: Daniela Martins
Ao apoiar a criação de uma nova CPI da Petrobras, Eduardo Cunha vai se transformando cada vez mais num adversário, de acordo com avaliação do Palácio do Planalto. Cunha queima pontes para um eventual acordo com o PT na reta final da disputa para a presidência da Câmara, que vai acontecer em 1º de fevereiro.
A defesa de uma CPI da Petrobras aumenta a rejeição da presidente Dilma Rousseff à candidatura de Cunha. Reforça a articulação do governo para tentar derrotá-lo e eleger o deputado federal Arlindo Chinaglia, do PT paulista, para o comando da Câmara.
Houve uma série de vazamentos da Operação Lava Jato. A imprensa faz o trabalho dela. Os vazamentos atingiram petistas e políticos de outros partidos, até da oposição. Quando vazou algo a respeito de Eduardo Cunha, ele atribuiu a uma intenção do governo de prejudicar a candidatura dele.
É uma avaliação que não se sustenta. O governo não tem tido controle sobre esse processo de investigação e é uma das vítimas de vazamentos da Lava Jato. O PT é o partido que mais apanha na Lava Jato. Essa alegação de Cunha faz parte da guerra política. É uma forma de defesa. Mas cujo efeito acirra a disputa entre Cunha e o Planalto.
Reservadamente, um ministro diz seria menos perigoso ter Cunha como adversário no posto de líder do PMDB do que tê-lo como aliado na presidência da Câmara, porque o governo não confia nele. O dano que o peemedebista poderia causar ao governo seria maior na presidência da Câmara do que na liderança do PMDB. É a política como ela é.
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Foram detalhados os cortes sugeridos pelo governo para o orçamento de 2015. A educação foi a área que sofreu o maior corte.
A presidente Dilma Rousseff avalia que, ao longo do mandato, haverá uma entrada de recursos dos royalties da extração do petróleo do pré-sal. Nos próximos anos, portanto, haveria uma compensação para a educação.
Saúde e Educação são as pastas com os maiores orçamentos da Esplanada dos Ministérios. Dilma preferiu pesar a mão na Educação e preservar a Saúde. Nas pesquisas da campanha eleitoral, os problemas na área da saúde foram a principal preocupação da população.
No entanto, é um corte contraditório com o slogan “Brasil, Pátria Educadora”, que apontaria a educação como prioridade no segundo mandato. O Ministério da Ciência e Tecnologia também teve uma tesourada alta em relação ao seu orçamento anual. Não dá para dourar a pílula.
O ajuste fiscal é necessário, mas a dosagem tem de ser bem feita. O governo argumenta que programas de alimentação na rede escolar, por exemplo, serão mantidos. Mas os gastos de custeio são fundamentais para o funcionamento de escolas e universidades. Obviamente haverá um impacto negativo.
É importante que o valha a pena, porque a economia brasileira, de fato, precisa de correções. O governo perdeu a credibilidade fiscal no primeiro mandato. Isso contaminou a confiança dos agentes econômicos.
Esse corte preventivo, que vai entrar em prática quando o Congresso aprovar o Orçamento da União de 2015, tem como principal objetivo mostrar que as metas fiscais do segundo mandato de Dilma são para valer, sem maquiagem. O governo espera recuperar a confiança do empresariado para que os investimentos sejam feitos. Se a economia voltar a crescer de modo significativo, a arrecadação de impostos aumentará e poderá permitir a ampliação de gastos na educação e em outras áreas prioritárias.
Ouça o comentário no “Jornal da CBN”:
Fonte: Para Planalto, Eduardo Cunha se tornou mais perigoso Planalto reforça ação para derrotar peemedebista em eleição na Câmara. Postado por: Daniela Martins. Do Blog do Kennedy. »
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