Aceita que dói menos ! (Imagem sugerida pelo Rodrigo13 no Twitter)





Enquanto travam inútil batalha para derrubar a Graça – veja que ela desmente o Globo e a tal gerente-bomba ! -, os colonistas pigais se esqueceram do Nelson Barbosa.



Eles e seus patrões – os bancos – estão (silenciosamente) eufóricos com a ida de Joaquim Levy para a Fazenda:



- Ganhamos !



- Nomeamos o nosso Ministro da Fazenda !, dizem no WhatsApp.



- Melhor só o Armínio NauFraga !



O entusiasmo pressupõe que a Dilma seja uma inoperante !



Então, amigo navegante especialista em História Econômica resolveu depositar alguma inquietação na árvore de Natal dos neolibelês nativos.



O Ministério do Planejamento sempre foi importante, desde o Jango.



(Como já tinha sido com Vargas e JK, ainda que não tivesse esse título.)



Jango tinha conservadores na Fazenda, e o Celso Furtado no Planejamento.



Quem fez o Plano Trienal – não cumprido – foi o Celso.



A Fazenda era o Caixa, o Contador.



Mas, quem pensava era o Planejamento.



Assim foi no regime militar.



Com Castelo, Bulhões era o Caixa, na Fazenda, e Roberto Campos formulava a política econômica.



Geisel tinha o Simonsen na Caixa, e o Reis Velloso no Planejamento e na política econômica.



O Figueiredo, também.



O Delfim no Planejamento, com Simonsen e Galveas na Caixa.



Com a Nova República, Tancredo escolheu o sobrinho, Francisco Dornelles, para Ministro da Fazenda.



E daí em frente a Fazenda se sobrepôs ao Planejamento.



Especialmente no Governo neo-libelês do Príncipe da Privataria , que deu ao Padim Pade Cerra um brinquedinho do Planejamento, mas quem mandava era o Malan na Fazenda – que ali prometia ao FMI vender a Petrobrax, o Banco do Brasil, a Caixa e o BNDES .



Agora, Dilma, que acredita em Planejamento – lembra quando ela, na campanha, acusava o Alckmin de ter provocado a seca por falta de Planejamento ? – reestabeleceu a hierarquia.



Miriam Belchior controlava o PAC e o PAC-II.



Era uma planejadora forte.



Para o lugar, vai o Nelson Barbosa, sutil keynesiano, que chega ao posto com o PAC, o Minha Casa Minha Vida – principal atividade do PAC-II, e provavelmente o BNDES.



Quando trabalhava na Fazenda, Barbosa ajudou a estruturar o PAC e o Minha Casa.



Ela entende do riscado.



Portanto, a Dilma não é inoperante, viu Urubóloga ?



O Aécio perdeu …



Aceita logo que dói menos …





Paulo Henrique Amorim





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