“Dualidade do crédito”.
“Focar na convergência das taxas”.
“Diminuição da dualidade do crédito”.
Esse foi o foco da entrevista que o novo Ministro da Fazenda, Joaquim Levy concedeu ao PiG cheiroso , nessa segunda-feira (29).
Trata-se, simplesmente, de aumentar os juros do Banco do Brasil, da Caixa e do BNDES, como começou a ser feito.
O que pode não ser muito diferente do que prometia o Armínio Naufraga, na campanha.
A diferença deve estar na ênfase, na intensidade…
Talvez seja indispensável reduzir o “subsídio” das taxas dos bancos oficiais, que foram decisivos na fase de recuperação da economia, na crise de 2008.
Embora, aparentemente, nos bancos oficiais, subsídios não corresponderem a aumento da inadimplência.
Porém, hoje, para arrumar a casa, talvez, o Levy tenha razão.
Depende, claro, da ênfase.
O Diabo está nos detalhes.
O Conversa Afiada, que bem poderia administrar o Ministério da Fazenda, como os contadores do Sílvio Santos , considera que taxar os ricos , como sugere o Mestre Piketty; e recriar a CPMF , como sugerem governadores eleitos do Nordeste teriam efeitos saudáveis, transparentes e de sensacional resultado redistributivo !
Mas, essas ideias pareceriam pornográficas num jornal como o PiG cheiroso.
(Onde, no caso, a entrevistadora afirma mais e opina mais que o entrevistado.
O que fazer ?
É o PiG, onde os jornalistas, lembra o Mino, os jornalistas são piores que os patroes.
Quem os patrões, o Globo e a Fel-lha , preferissem as tetas gordas e subsidiadas do BNDES do FHC ? )
De resto, a entrevista não antecipa nada.
É uma elegia à transparência, à moderação e ao ajuste !
O que não difere muito da primeira entrevista exclusiva do Ministro, quando fez a Urubóloga de boba.
Mas, agora, há um deslize … digamos … de anacronismo – para ser gentil.
Convenhamos que comparar o “dirigismo” brasileiro à Leningrado soviética é um certo exagero, Ministro:
“Os riscos de uma politica dirigista seriam os mesmos daqueles que faziam as prateleiras das lojas de Leningrado viverem vazias e as pessoas gastarem horas preciosas em filas para compra bens básicos”, disse ele, candidamente.
Um pequeno reparo histórico: se o Ministro se refere ao cerco de 900 dias a Leningrado, na II Guerra, sob o tacão de Stálin – http://pt.wikipedia.org/wiki/Cerco_a_Leninegrado , as preciosas horas na fila salvaram a Rússia !
O Ministro também avança sobre outra estepe escorregadia: a terceirização, onde os trabalhadores da CUT o esperam com canhões pesados .
E não esquecer do Barbosa, o Ministro do Planejamento.
Paulo Henrique Amorim
Fonte: Levy ao Valor: seria Dilma um Stálin?»
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