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Da Redação


Como acontece na véspera de toda eleição presidencial, abrimos um post para quem deseja fazer comentários sobre o pleito, especialmente para os acontecimentos do dia da votação.


Abrimos o post com a denúncia de uma eleitora.


Ela recebeu, via WhatsApp, a seguinte mensagem (assinatura truncada para não identificar em nome de quem foi enviada):



“O Aecio está no 2o turno. A virada tem que virar vírus. Não respondam, mas difundam a notícia que ainda tem muita gente achando que votar nele é jogar o voto fora. Um abraço T*** – A****** M*****”



Ela estranhou, pois sabe que a pessoa em nome da qual foi enviada a mensagem não vota em Aécio Neves.


Foi pesquisar. Descobriu que foi formado um grupo, inclusive com os nomes de pessoas que figuram em seus contatos de WhatsApp.


O grupo inicialmente se chamava “Aécio no segundo turno”, depois passou a “Fora Aécio” e mudou novamente para “Vote Dilma 45″.


A eleitora ligou no Tribunal Superior Eleitoral e o atendente pediu que a ocorrência fosse registrada no TRE-SP, mas adiantou que “induzir” ao erro não é crime.


Como não sabemos se este é um caso isolado, fica o registro. Com o surgimento de novas tecnologias de informação, geralmente a lei eleitoral fica defasada, o que abre oportunidade para pedidos de voto que não são necessariamente ilegais, mas que se forem feitos de forma massiva podem interferir no resultado de uma eleição.


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Fonte: O pedido de voto de última hora via WhatsApp: caso isolado ou manipulação?»

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