sem decreto
Governo Alckmin é investigado por racionamento clandestino de água
Ministério Público apura se governo estadual está cortando água de bairros na calada da noite
por Helena Sthephanowitz publicado 09/06/2014 14:13
reprodução
Quando uma notícia contra o governo federal é publicada por um jornal, todos os demais a replicam. No entanto, quando traz alguma informação contra um governo tucano, a situação é inversa. Foi o que ocorreu na última sexta-feira (6), quando apenas o portal iG publicou nota sobre o fato de o Ministério Público (MP) de São Paulo ter aberto um inquérito para investigar o governo Geraldo Alckmin (PSDB-SP) e a Sabesp (empresa estadual de águas) por racionamento e rodízio ilegal no fornecimento de água na cidade de São Paulo. A imprensa não repercutiu a informação.
Com medo da reprovação popular, Alckmin não assinou nenhum decreto de racionamento ainda. Só que a população já enfrenta a restrição na prática em muitos bairros. Há fortes suspeitas de que a Sabesp esteja cortando a água de forma premeditada na calada da noite, visando a conter o consumo à força, o que caracteriza um racionamento clandestino.
Se comprovada, a medida pode ser considerada ilegal, pois para haver racionamento o governo do estado precisa baixar um decreto.
O promotor Mauricio Ribeiro Lopes expediu ofício à Sabesp para que forneça informações detalhadas sobre o abastecimento de água na capital, em especial na zona norte, informando todas as datas e horários nos últimos 90 dias em que houve interrupção de fornecimento, número de pessoas afetadas, situação atual do fornecimento, prognóstico para os próximos seis meses e todas as demais informações necessárias à compreensão do problema.
O MP também informou que foram expedidos ofícios às secretarias estaduais da Casa Civil e de Saneamento e Recursos Hídricos para que forneçam todas as informações necessárias ao esclarecimento dos fatos, no prazo de dez dias.
Com medo da reprovação popular, Alckmin não assinou nenhum decreto de racionamento ainda. Só que a população já enfrenta a restrição na prática em muitos bairros. Há fortes suspeitas de que a Sabesp esteja cortando a água de forma premeditada na calada da noite, visando a conter o consumo à força, o que caracteriza um racionamento clandestino.
Se comprovada, a medida pode ser considerada ilegal, pois para haver racionamento o governo do estado precisa baixar um decreto.
O promotor Mauricio Ribeiro Lopes expediu ofício à Sabesp para que forneça informações detalhadas sobre o abastecimento de água na capital, em especial na zona norte, informando todas as datas e horários nos últimos 90 dias em que houve interrupção de fornecimento, número de pessoas afetadas, situação atual do fornecimento, prognóstico para os próximos seis meses e todas as demais informações necessárias à compreensão do problema.
O MP também informou que foram expedidos ofícios às secretarias estaduais da Casa Civil e de Saneamento e Recursos Hídricos para que forneçam todas as informações necessárias ao esclarecimento dos fatos, no prazo de dez dias.
Fonte: Do blog da Helena. Rede Brasil Atual.»
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