CNI: Capacidade instalada na indústria brasileira segue estável
3/6/2014 14:15
Por Redação - de Brasília e São Paulo
Por Redação - de Brasília e São Paulo
A utilização da capacidade instalada na indústria brasileira ficou em 81,1% em abril, segundo números dessazonalizados, estável em relação a março após dados revisados, informou nesta terça-feira a Confederação Nacional da Indústria (CNI). A CNI informa ainda que, em abril, o faturamento real dessazonalizado da indústria subiu 2,7% frente a março.
Apesar dos números desanimadores no estudo da CNI, a venda de veículos no país registrou alta de 1,26% em maio, na comparação com o mês anterior, aponta levantamento divulgado nesta terça-feira pela Federação Nacional da Distribuição de Veículos Automotores (Fenabrave). Em relação ao mesmo período do ano passado, no entanto, foi observado recuo de 5,74% na comercialização. Também houve queda no comparativo entre o acumulado dos cinco primeiros meses do ano, com decréscimo de 4,34%.
No total, foram vendidos pouco mais de 440 mil veículos em maio, com acumulado de 2,016 milhões em 2014. Em igual período do ano passado, os números chegaram a 466,8 mil e 2,202 milhões, respectivamente. Em abril deste ano, a comercialização ficou em pouco mais de 434,6 mil veículos.
A venda de automóveis tem maior participação no mercado, representando 48,01% de janeiro a maio. Em seguida, estão as motos, com taxa de participação de 29,49%, e os comerciais leves (como vans e furgões), com 15,99%. No último mês, 207.184 carros foram negociados. O volume é 1,68% menor do que o observado em abril (210.725). Em relação às motos, 126.713 unidades passaram a rodar no país. O número é 4,07% maior que o verificado no mês anterior (121.760).
Considerando apenas a venda de automóveis e comerciais leves, o mês de maio é o terceiro melhor dos últimos dez anos. O resultado com maior número de unidades vendidas ocorreu no ano passado, quando foram comercializadas 300.581. Nessas duas categorias somadas, a venda de veículos com motor bicombustível decresceu 0,87% na comparação com abril. O recuo é maior na relação com maio de 2013, com queda de 8,48% na opção por essa tecnologia.
Salsichas
Outro dado sobre a indústria nacional é a disputa da Pilgrim’s Pride, divisão dos frigoríficos JBS (JBSS3.SA) nos Estados Unidos para aves, que elevou sua oferta pela Hillshire Brands, escalando uma guerra de ofertas com a Tyson Foods pela fabricante das salsichas Jimmy Dean. A Pilgrim’s Pride disse que elevou sua oferta para US$ 55 por ação em dinheiro, ante US$ 45 anteriormente. A Tyson Foods, maior processadora de carnes dos Estados Unidos, ofereceu US$ 50 por ação em dinheiro. A Hillshire disse que irá “fornecer informação” para ambas as ofertantes e conduzir conversas com elas.
A Pilgrim’s Pride disse que sua oferta avalia a Hillshire em US$ 7,7 bilhões, incluindo dívida. A oferta da Tyson avalia a Hillshire em US$ 6,8 bilhões, incluindo US$ 500 milhões em dívida. As duas empresas fizeram ofertas para comprar a Hillshire na semana passada. A Pilgrim’s Pride disse que sua oferta representa um prêmio de 49% sobre o preço da ação da Hillshire um dia antes de a companhia anunciar uma oferta pela Pinnacle Foods. A Hillshire disse em 12 de maio que planejava comprar a Pinnacle, conhecida por seu portfólio de vegetais congelados, em um negócio avaliado em US$ 4,3 bilhões, excluindo a dívida.
A Hillshire disse nesta terça-feira que não ia fazer qualquer recomendação com respeito às ofertas nem modificar ou reter o seu acordo de fusão com a Pinnacle.
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