CEILÂNDIA
Sem vistoria, tenda cai e deixa 10 feridos
Estrutura montada pelo governo para fazer atendimentos oftalmológicos na cidade cai após chuvas e ventos fortes. Apesar de administrador regional afirmar que documentos estavam corretos, Defesa Civil e bombeiros negam ter feito fiscalização no local
Em menos de dois meses, as chuvas no Distrito Federal derrubaram duas grandes estruturas provisórias montadas para abrigar eventos com o aval do governo (leia Memória). Ontem, duas grandes tendas montadas — sem a anuência da Defesa Civil — para abrigar os pacientes da Carreta Oftalmológica, da Secretaria de Saúde, vieram abaixo após as fortes rajadas de vento e chuva registradas durante 10 minutos em Ceilândia. Em fevereiro, a Secretaria de Cultura havia fornecido alimentação, segurança e montagem da estrutura, que também desmoronou por causa das chuvas.
Pelo menos 150 pessoas, a maior parte idosos, tiveram de ser socorridas pelo Corpo de Bombeiros e pelo Serviço de Atendimento Móvel de Urgência (Samu). As vítimas sofreram fraturas, escoriações leves e estresse emocional. Oito seguiram para o Hospital de Ceilândia, enquanto duas foram atendidas pela Unidade de Pronto Atendimento da região. A Polícia Civil investiga as causas do acidente.
A queda ocorreu por volta das 13h, em frente à UPA, próximo ao Ceilambódromo. Segundo a Secretaria de Saúde, no momento do acidente havia cerca de 300 pessoas no local, das quais 126 eram pacientes agendados para cirurgia de catarata e 137, para consulta. A Carreta Oftalmológica é um serviço itinerante com o objetivo de zerar a fila de cerca de 3 mil pessoas que procuram a rede pública para o procedimento. Duas carretas, fornecidas por licitação pelo Instituto Fábio Vieira, funcionam como centro cirúrgico e consultório. No entanto, a tenda provisória foi instalada pela Mega Estrutura, terceirizada pelo instituto — nenhum representante das empresas foi encontrado para comentar o caso.
Segundo o administrador regional de Ceilândia, Ari de Almeida, a licença para utilização da área foi concedida após a apresentação da anotação de responsabilidade técnica (ART) e do laudo da estrutura ser apresentado pela empresa responsável pela montagem das tendas. Mas ele não confirmou se a Defesa Civil ou Corpo de Bombeiros realizaram vistoria nem mostrou os documentos. A ART define os responsáveis técnicos por um empreendimento e deve ser assinado por engenheiro ou arquiteto.
“O que nos surpreendeu foi a força dos ventos e da chuva. Foi uma fatalidade”, desculpou-se Ari de Almeida. A assessoria do Corpo de Bombeiros não confirmou se houve vistoria. Já o subsecretário de Operações da Defesa Civil, coronel Sérgio Bezerra, disse que não houve visita técnica do órgão. “Não fomos comunicados sobre a montagem das tendas, por isso, os requisitos não foram cumpridos. Nós já convocamos os responsáveis a dar explicações.”
O professor de engenharia civil da Universidade Católica Miguel Enrique Soares cita a importância de se ter profissionais especializados. “Quando queremos fazer uma análise do abdômen, vamos ao médico. Na construção civil, pedem para o ‘Zé’ ou para o ‘Chico’ fazerem. Desse jeito, as obras têm dois destinos: ou ficam malfeitas ou superfaturadas.”
Segundo a Secretaria de Saúde, o atendimento da Carreta Oftalmológica voltará a ser realizado no sábado, no Ginásio Esportivo de Ceilândia, na QNM 14. A Agência de Fiscalização afirmou, por meio da assessoria de imprensa, que não emite licença para atividades como a da carreta, pois envolve um público específico e não há cobrança de ingresso.
Memória
Queda na Esplanada
Na noite de 13 de fevereiro deste ano, ventos e chuvas fortes fizeram com que a tenda que abrigava o 1º Simpósio Junino de Quadrilha caísse. O evento reunia 400 pessoas, de 20 unidades da Federação, em uma estrutura montada ao lado do Museu da República. Por volta das 21h, quando o grupo jantava, uma ventania rasgou a lona que encobria a estrutura metálica, que também cedeu. Na correria, 39 pessoas tiveram fraturas e escoriações. O caso já havia exposto a fragilidade da fiscalização em eventos públicos. À época, a Defesa Civil condenou a estrutura montada com o aval da Secretaria de Cultura. A Confederação Brasileira de Entidades de Quadrilhas Juninas, responsável pela organização, admitiu ter promovido o encontro sem a anuência da Defesa Civil, critério obrigatório para a obtenção da licença.
Fonte: No Distrito Federal é assim chuva e ventos vira culpa do PT, mas em São Paulo do PSDB a culpa é da seca e conta com o apoio da mídia cúmplice. O jornal Correio Braziliense é um baluarte do PSDB e ataca o PT mesmo quando melhora a saúde com a Carreta Oftalmológica para acabar com filas de operação de catarata e outras doenças. O governo do PT no DF trabalha muito bem e está melhorando todos os setores, principalmente mobilidade urbana e saúde, mas nada disso importa porque eles querem a volta de Roriz e José Roberto Arruda para continuarem roubando. É triste!»
Sem vistoria, tenda cai e deixa 10 feridos
Estrutura montada pelo governo para fazer atendimentos oftalmológicos na cidade cai após chuvas e ventos fortes. Apesar de administrador regional afirmar que documentos estavam corretos, Defesa Civil e bombeiros negam ter feito fiscalização no local
THIAGO SOARES
ARTHUR PAGANINI
GUILHERME PERA
ARTHUR PAGANINI
GUILHERME PERA
| Das 150 pessoas atingidas pela estrutura, 10 ficaram feridas, mas somente uma teve que passar por cirurgia: mais de 300 idosos estavam lá para serem atendidos |
Em menos de dois meses, as chuvas no Distrito Federal derrubaram duas grandes estruturas provisórias montadas para abrigar eventos com o aval do governo (leia Memória). Ontem, duas grandes tendas montadas — sem a anuência da Defesa Civil — para abrigar os pacientes da Carreta Oftalmológica, da Secretaria de Saúde, vieram abaixo após as fortes rajadas de vento e chuva registradas durante 10 minutos em Ceilândia. Em fevereiro, a Secretaria de Cultura havia fornecido alimentação, segurança e montagem da estrutura, que também desmoronou por causa das chuvas.
Pelo menos 150 pessoas, a maior parte idosos, tiveram de ser socorridas pelo Corpo de Bombeiros e pelo Serviço de Atendimento Móvel de Urgência (Samu). As vítimas sofreram fraturas, escoriações leves e estresse emocional. Oito seguiram para o Hospital de Ceilândia, enquanto duas foram atendidas pela Unidade de Pronto Atendimento da região. A Polícia Civil investiga as causas do acidente.
A queda ocorreu por volta das 13h, em frente à UPA, próximo ao Ceilambódromo. Segundo a Secretaria de Saúde, no momento do acidente havia cerca de 300 pessoas no local, das quais 126 eram pacientes agendados para cirurgia de catarata e 137, para consulta. A Carreta Oftalmológica é um serviço itinerante com o objetivo de zerar a fila de cerca de 3 mil pessoas que procuram a rede pública para o procedimento. Duas carretas, fornecidas por licitação pelo Instituto Fábio Vieira, funcionam como centro cirúrgico e consultório. No entanto, a tenda provisória foi instalada pela Mega Estrutura, terceirizada pelo instituto — nenhum representante das empresas foi encontrado para comentar o caso.
| Governador do DF, Agnelo Queiroz, esteve no local: atendimento a idosos está mantido |
Segundo o administrador regional de Ceilândia, Ari de Almeida, a licença para utilização da área foi concedida após a apresentação da anotação de responsabilidade técnica (ART) e do laudo da estrutura ser apresentado pela empresa responsável pela montagem das tendas. Mas ele não confirmou se a Defesa Civil ou Corpo de Bombeiros realizaram vistoria nem mostrou os documentos. A ART define os responsáveis técnicos por um empreendimento e deve ser assinado por engenheiro ou arquiteto.
“O que nos surpreendeu foi a força dos ventos e da chuva. Foi uma fatalidade”, desculpou-se Ari de Almeida. A assessoria do Corpo de Bombeiros não confirmou se houve vistoria. Já o subsecretário de Operações da Defesa Civil, coronel Sérgio Bezerra, disse que não houve visita técnica do órgão. “Não fomos comunicados sobre a montagem das tendas, por isso, os requisitos não foram cumpridos. Nós já convocamos os responsáveis a dar explicações.”
O professor de engenharia civil da Universidade Católica Miguel Enrique Soares cita a importância de se ter profissionais especializados. “Quando queremos fazer uma análise do abdômen, vamos ao médico. Na construção civil, pedem para o ‘Zé’ ou para o ‘Chico’ fazerem. Desse jeito, as obras têm dois destinos: ou ficam malfeitas ou superfaturadas.”
Segundo a Secretaria de Saúde, o atendimento da Carreta Oftalmológica voltará a ser realizado no sábado, no Ginásio Esportivo de Ceilândia, na QNM 14. A Agência de Fiscalização afirmou, por meio da assessoria de imprensa, que não emite licença para atividades como a da carreta, pois envolve um público específico e não há cobrança de ingresso.
Memória
Queda na Esplanada
Na noite de 13 de fevereiro deste ano, ventos e chuvas fortes fizeram com que a tenda que abrigava o 1º Simpósio Junino de Quadrilha caísse. O evento reunia 400 pessoas, de 20 unidades da Federação, em uma estrutura montada ao lado do Museu da República. Por volta das 21h, quando o grupo jantava, uma ventania rasgou a lona que encobria a estrutura metálica, que também cedeu. Na correria, 39 pessoas tiveram fraturas e escoriações. O caso já havia exposto a fragilidade da fiscalização em eventos públicos. À época, a Defesa Civil condenou a estrutura montada com o aval da Secretaria de Cultura. A Confederação Brasileira de Entidades de Quadrilhas Juninas, responsável pela organização, admitiu ter promovido o encontro sem a anuência da Defesa Civil, critério obrigatório para a obtenção da licença.
Fonte: No Distrito Federal é assim chuva e ventos vira culpa do PT, mas em São Paulo do PSDB a culpa é da seca e conta com o apoio da mídia cúmplice. O jornal Correio Braziliense é um baluarte do PSDB e ataca o PT mesmo quando melhora a saúde com a Carreta Oftalmológica para acabar com filas de operação de catarata e outras doenças. O governo do PT no DF trabalha muito bem e está melhorando todos os setores, principalmente mobilidade urbana e saúde, mas nada disso importa porque eles querem a volta de Roriz e José Roberto Arruda para continuarem roubando. É triste!»
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