Por Henrique Marques Porto


Vestibulandos no


Maracanã. 1973. Fotógrafo Antônio Albuquerque. Acervo do Núcleo de Memória da PUC-RJ.


Na década de 1960 o sistema de ingresso nas universidades brasileiras era extremamente injusto e excludente. A situação era muitíssimo mais grave do que é hoje. Os candidatos eram muitos e as vagas eram pouquíssimas. A concorrência era desigual. Quem era pobre só ingressava em curso superior se fosse pobre cdf, quase gênio, ou tivesse muita sorte. Para a universidade iam aqueles cujos pais tinham dinheiro para pagar boas escolas privadas ou as caras mensalidades dos cursinhos particulares. Essa era a regra. As chances de um jovem de origem humilde chegar à universidade eram mínimas. O sistema de ensino estava sendo preparado para se tornar um grande e lucrativo negócio privado em escala nacional. E de fato esse projeto extremamente danoso para o país acabou prevalecendo. Cursinhos e faculdades privadas brotaram rapidamente como erva daninha em terreno mal cuidado. Apesar da resistência dos estudantes, que iam para ruas em passeatas pedir mais verbas para a educação, mais vagas nas universidades e valorização do ensino público.


Na rede pública de ensino médio do Rio de Janeiro eram poucos os colégios que podiam sonhar com o ingresso de alunos seus na universidade. O Colégio Estadual Brigadeiro Schorcht, na distante Jacarepaguá de então, era um desses colégios. Não deve ser por acaso que o CEBS fica no delicioso endereço “Rua dos Prazeres, 71”. Não é propriamente um endereço, mas um convite, uma sugestão ou ideia.


O direito de estudar


No início do ano letivo de 1968 um grupo de alunos do Brigadeiro Schorcht se deu conta de uma particularidade de sua escola que a diferenciava das demais e que mudaria o destino de muitos jovens nos anos seguintes. Era uma informação simples, que era evidente, mas muitos não percebiam: alguns dos melhores professores do Rio em cada matéria davam aulas no Brigadeiro Schorcht. Entre eles, professores que trabalhavam nos três maiores cursinhos de vestibular do Rio na época: o “Vector”, o “Miguel Couto” e o “Bahiense”.


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Fonte: Uma experiência educacional única: O “Curso Vestibular” do Colégio Brigadeiro Schorcht»

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