Luis Nassif


Desde o início, tinham-se todos os elementos para não se dar credibilidade ao advogado Jonas Tadeu nas acusações de que o PSOL e o deputado Marcelo Freixo estariam por trás do suposto financiamento aos vândalos das manifestações.


Tadeu não apresentou uma prova, apenas sua palavra, e de maneira cautelosa para se prevenir de futuros processos.


Bastava a informação de que foi advogado de Natalino Guimarães - o chefe de milícia alvo de uma CPI da Assembleia Legislativa do Rio, cujo principal nome foi o próprio Freixo - para, no mínimo, não se endossar de pronto as declarações.. Nem seria necessário a informação adicional, de que durante a CPI Tadeu e Freixo se desentenderam várias vezes.


A manobra do advogado era óbvia ao se constatar que as falsas denúncias não obedeciam a uma tática de defesa. Pelo contrário, agravavam mais a situação dos rapazes, que de jovens tresloucados se transformavam em milicianos pagos para fazer baderna.


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Fonte: Caso Santiago: a vítima não foi a mídia, foi o jornalismo»

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